Ele acordou, olhou para o lado e viu apenas o travesseiro. Estendeu o braço para pegar sua camisa na cadeira, mas não mais se encontrava lá. E da brecha da porta entreaberta, ouviu o zumbir da chaleira com água fervente. Ao sair do quarto, deparou-se com ela, vestindo sua camisa xadrez de flanela e aquela calcinha azul que chamou sua atenção desde o momento em que a viu vestindo-a. Parou para observá-la passando o café e sentiu o aroma do grão recém moído.
- Te acordei? - Ela perguntou sem tirar os olhos daquela coisa estranha na qual ela fazia o melhor café que já tinha tomado na vida. Talvez não fosse o melhor... Mas era o que ela tinha feito.
- Não.
- É que eu não estava encontrando a chaleira, daí fiquei procurando e acho que estava fazendo barulho, mas acabou que...
Ele a beijou.
- ... encontrei. - Ela segurou o sorriso. - Seu café.
- Obrigado, querida. - Tomou um gole e beijou-a. Aquele beijo quente. Doce. - Está muito bom.
Ela sorriu. - 'brigada. Podemos voltar a ficar embaixo do edredom agora?
Ele riu. - Claro.
- Vendo desenho animado? E comendo brownie?
- Podemos.
E debaixo do edredom, ele confortou os pés nas pernas dela, quentes como aquele café na xícara.
- Vendo desenho animado? E comendo brownie?
- Podemos.
E debaixo do edredom, ele confortou os pés nas pernas dela, quentes como aquele café na xícara.
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