quarta-feira, 3 de março de 2010

As lágrimas de Hanna


Ela fez o café e sentou na cama tomando aos pequenos goles a bebida preta e quente. Tão quente que sua língua queimou, e isto a fez lembrar como estava triste. A pequena dor fez as lágrimas começarem a cair, devagar, como o começo da chuva no outono. Terminou o café e deitou-se na cama, sentindo as gotas de sua chuva parar no outro olho. Ele chegou e a viu no quarto, com o disco que já tinha acabado ainda rodando na vitrola. Desligou-o. Deitou-se ao seu lado e secou suas lágrimas. Deitou sua cabeça no peito dela, e ela o acariciou. Não entendia, mas aquilo a acalmava enquanto as lágrimas ainda caiam e ele podia a sentir soluçar. Ela queria falar, mas não tinha vontade. Ele preferiu deixá-la em silêncio. Era noite. E deitados dessa forma, dormiram juntos até a manhã aparecer.

Ouvindo: Both sides now - Joni Mitchell (Love actually soundtrack)
Foto: Tears by ~marklarka

sábado, 14 de novembro de 2009

Longe


É hora de se ausentar por uns dias...

Escutando: Breathe (Piano version) - Paramore
Foto: Walking_Away_by_JordanRobin (Deviantart)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um triz.


A porta está rangendo e mal abre.
O celular não carrega a bateria.
O som não consegue ler o CD,
Nem o computador consegue ler o documento.
O potinho de vidro caiu no chão e quebrou.
A vitrola arranha e trava na música do Radiohead.

O Tudo bem está com defeito e não mais funciona.
A linha está por um fio.


Escutando: Decode - Paramore
Foto: Broken by *la-soucoupe-volante

sábado, 7 de novembro de 2009

Nada além disso.



Agora, eu te observo dormir.
E observo atentamente seus lábios,
Relembrando as últimas palavras que eles pronunciaram:
“Eu sei que te amo”.
Mas...
Eu não quero saber assim.
Eu quero saber se cantaria Unintended para mim.
Se limparia sua gaveta, e guardaria, a partir de agora,
Só as nossas lembranças.
Só os nossos momentos.
E nada além disso.
Só o ‘eu e você’.
E nada além disso.
Nada.


Escutando: Intuition - Feist
Foto: Memories drawer by =eXcer

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Felicity


Eu nunca assisti realmente Felicity. Lembro-me que minha mãe costumava assistir quando passava nas manhãs de domingo na SBT e sempre vejo no blog da menina do casaco verde, alguns comentários sobre a série. E agora a Sony voltou a passar, mas nos horários que passa, eu estou fora de casa. Hoje é feriado, e na preguiça de pegar os cadernos para estudar, peguei o pacote de pirulito do mercado que minha mãe comprou e me sentei de frente a TV. Felicity começava e resolvi assistir. Às vezes pensamos que as coisas da TV nunca vão acontecer com a gente. Mas a briga que Felicity teve com sua amiga Julie, aconteceu comigo e uma amiga. Que eu não sei se foi minha melhor amiga. Tivemos uma ‘amizade’ de oito anos. Eu coloco entre aspas porque como o homem do metrô do episódio de hoje disse, às vezes escolhemos uma pessoa para ser nossa melhor amiga, mas na verdade não são. Não se escolhe um melhor amigo. Eles se tornam nossos melhores amigos simplesmente. Hoje eu me pergunto se ela era realmente minha amiga porque ao termos nosso problema, ela tomou a atitude da Julie: só perdoou uma pessoa, mesmo eu tendo pedido o meu perdão. Dois anos e meio depois de tudo, eu digo a mim mesma que tenho que esquecer isso. Já queimei cartas. Já escrevi. Já tirei tudo o que tinha que pudesse me lembrar. Mas vez ou outra, o tudo vem à tona. E aparece a Felicity.


Gostaria muito de comprar os DVDs da série, mas sou proletariada. Portanto, se alguém souber algum link que tenha a série para download, eu agradeço.

E agora, devo estudar.


Escutando: Melt my heart to stone - Adele
Foto: Google

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tempo: tic tac


Estou com sono, mas não quero dormir.
Tenho medo, mas os deixo me dominarem.
Quero estudar, mas minhas pálpebras se fecham diante dos livros.
Tenho que escovar os dentes, mas estou de frente ao computador.
São nove da noite, quando deveriam ser quatro da tarde.

O tempo passa e eu faço com que ele atrase meu tempo.


Escutando: O mosquito no ouvido.
Foto: Time by ~natdatnl

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dizem que sou louco.


Eu devo admitir que sou uma pessoa chata. Chata não. Muito chata. Sou crítica e verdadeira. Quando me incomodo com algo ou alguém, explicito meu incômodo, mesmo sabendo que a pessoa possa ficar chateada ou não. Se não gosto de algum indivíduo, não tenho pena. Não gosto e pronto. Não fico tentando gostar. Se ele estiver interessado na minha amizade ou apenas coleguismo, ele que tente me convencer do contrário. Sou egoísta, interesseira e não tenho pena. Odeio pessoas lerdas. Assim como pessoas que não apresentam um gosto cultural bom. Isso pode parecer orgulhoso e preconceituoso. Mas é a verdade e ponto final. E se há um tipo de pessoa que realmente não suporto, é pessoa que tem acesso a cultura e sabe da história do Brasil, mas não dá a mínima. Simplesmente ignoram as conquistas dos estudantes e artistas na Ditadura Militar, e não vê semelhança entre esse acontecimento no país com o que ocorre em Honduras. Não gosto quando pessoas pegam minhas coisas sem pedir, nem quando colocam o cotovelo na minha mesa. É a minha mesa. Coloque o seu cotovelo na sua mesa ora bolas. Enjôo rápido da cara das pessoas. Principalmente se elas não mudam os assuntos. Enjôo até mesmo dos meus amigos. Por isso, em meus momentos de TPM ou simplesmente abusos, eles devem ficar meio afastados, ou correm o risco de levar sérios foras. Também não gosto de pessoas muito sonhadoras e ‘viajantes’. Ponha seus pés no chão. Não leia aquele livro de merda ‘O Segredo’, pois de segredo não tem nada. Quem não sabe que a força do pensamento dá certo? Tanto, que a árvore do meu vizinho morreu porque ela me atrapalhava estudar astronomia. Mas o que tenho de chata e crítica, eu tenho de legal sabe? Pode perguntar aos meus amigos. Tirando meus momentos pré-menstruais ou mesmo abusionais, sou carinhosa e amiga acima de tudo. Também gosto de ser fiel, porém em certos casos não fui. E apesar de tudo, não me arrependo pelas coisas que aprendi. Não suporto falsidade, e nisso eu não minto. Como disse anteriormente, se não gosto de uma pessoa, não gosto e pronto! Eu era de esquerda, mas agora me encontro neutra. Que nem a posição do Brasil no cenário político latino-americano. Sou engraçada e posso parecer metida. Sou só um pouco. Não desisto com facilidade se algo me chama atenção. Exemplo? Meu namorado. Que é a única pessoa que eu não consegui enjoar em um ano (tempo em que nos conhecemos). Se gostar de um álbum, escuto até enjoar. Se gostar de alguma comida, o mesmo. Digo que leio bastante, mas nem leio tanto assim. Não chega a ser bastante. Assisto filmes. Isso eu assisto. E fico na internet mais do que deveria. Gosto de estudar e isso realmente não é mentira. Eu me sinto bem estudando. Se não estudo, me sinto mal a ponto de ficar deprimida. Pode parecer maluco, mas é louco mesmo. Eu não me considero uma pessoa normal. Considero-me até esquisita. Mas eu sei que há pessoas como eu por aí, então não tem problema. Aliás, você deve ser meio louco assim que nem eu. Por que? Você chegou até a última linha desse texto.


Escutando: Wake up - Alanis Morissette